Não caro blogueiro , Sepaktakraw é um esporte e não é de origem grega. Surgiu há mais de 500 anos no sudoeste asiático, na Tailândia, chegando ao Brasil, mais precisamente a Pernambuco, em 1998, trazido pelo arquiteto e amante de futivolei, Hilário Nóbrega.
Pela sua semelhança com algumas modalidades esportivas como a capoeira e o futivôlei os atletas que praticavam esses esportes acabaram se tornando os primeiros praticantes do sepaktakram. Essa realidade trouxe resultados expressivos nas competições internacionais.
Pernambuco tem uma grande importância na prática do sepaktakraw, pois a Seleção Brasileira é formada por atletas Pernambucanos e já possui alguns títulos importantes, como a conquista do primeiro lugar no Campeonato Mundial da Tailândia, em 2001, além de ter conseguido a primeira posição na 11ª edição da Iso Cup e, em 2003, no 18º Campeonato Mundial, alcançou novamente o primeiríssimo posto, passando para uma categoria superior.
Hoje, no Brasil, cerca de 300 jogadores praticam o sepaktakraw em 4 estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Pernambuco. No estado de Pernambuco, os treinos se concentram em Recife e Olinda.
O JOGO: A quadra possui 13,40 metros de comprimento por 6,10 metros de largura, e a rede possui 1,55 metros de altura, dividindo a quadra, em seu comprimento, em duas metades iguais.
O principal objetivo do jogo é passar a bola sobre a rede utilizando qualquer parte do corpo, exceto mãos e braços. Como no voleibol, se a bola tocar na quadra é encerrada a disputa daquele ponto.
Cada equipe é composta por três jogadores. São permitidos no máximo três toques antes de passar a bola para o lado adversário da quadra, sendo que, um mesmo jogador, pode, sozinho, executar estes três toques. É permitido bloquear, desde que mãos e braços não toquem a bola e o jogador não toque a rede.
No último sábado, (23/05/09), a Recife Mariners foi até o Rio Grande do Norte para um amistoso contra o Ponta Negra Bulls. A equipe pernambucana perdeu o jogo por 13 x 14. Vamos ao resuno da partida de acordo com o site oficial www.recifemariners.com
O JOGO
O Mariners começou no ataque, mas não conseguiu aproveitar as oportunidades à frente do campo adversário, exceto em algumas boas corridas de Frajola (Felipe), o número 38do time. Como choveu em campo, a bola molhada e o vento forte se tornaram inimigos da equipe pernambucana. A defesa também encontrou duas grandes adversidades no jogo: o terreno e a largura do campo. Acostumados a jogar na areia fofa da Praia de Boa Viagem, o Mariners se viu em um campo de areia dura que estava escorregadio devido à maré. A largura também foi um ponto difícil para a defesa ajustar, já que estava acostumada a jogar num campo muito estreito em Recife.
A prova desses fatores foi o 1º Touchdown do Bulls, uma corrida de mais de 70 jardas pela lateral do campo marcado por Eden #88. O placar era 6x0 depois do extra point que foi bloqueado por Rafael Brasileiro. O Receiver da equipe natalense foi o maior destaque do jogo, aparecendo em vários momentos tanto em corridas como em recepções.
No 2º quarto, o ataque do Mariners ainda não conseguia achar uma forma efetiva de avançar e o jogo de passe estava impraticável. A defesa foi novamente surpreendida pelas laterais levando seu 2º Touchdown da partida, marcado pelo receiver Mário #85. Dessa vez, o Bulls converteu a tentativa de 2 pontos, e o jogo ia para o intervalo com o placar de 0 x 14.
O Mariners voltou para o 3º quarto disposto a virar a partida a seu favor. Com a defesa bem mais adaptada e mais atenta às jogadas do Bulls, o Mariners diminui muito o ganho do ataque adversário. O ataque também mudou de mentalidade e estabeleceu o jogo corrido e passes nas flats. No final do 3º quarto, o Quarterback Lucas Cisneiros #5 achou Júlio Adeodato #89 num Slant que avançou mais jardas deixando o time perto da "endzone" adversária. Depois de algumas jogadas, Frajola #38 conseguiu alguns bloqueios e, quebrando alguns "tackles", marcou o "Touchdown". Com o ponto extra convertido, o jogo ficou 7x14.
Com a chegada do último quarto, a iluminação estava pior mas não havia condições do jogo ser encerrado. Os dois times não aceitariam parar já que o Mariners estava crescendo no jogo e o Bulls tentava de todas as formas parar o ritmo de jogo do adversário. O ataque do Mariners continuava a avançar com corridas de Guri #27 e Lucas Queiroz #7 para ajudar Frajola. Faltando 5 minutos para o término do jogo, a equipe visitante avançou até a marca de 20 jardas deixano a bola perto da "endzone" do Bulls, mas isso não bastou para aumentar a pontuação do Recife Mariners. Foi então que a defesa entrou em campo e forçou o ataque do Bulls para trás deixando-os perto da própria "endzone". Na 3ª tentativa, a defesa do Mariners sufocou e Lacraia #90 conseguiu o mais difícil: forçou o "fumble" que foi recuperado por Banana #91 a 2 jardas do "Touchdown".
O ataque não disperdiçou essa chance e marcou o 2º Touchdown com uma bela corrida de Guri pela lateral direita do campo. Faltando 2 minutos para o final do jogo, o placar era de 13x14, permanecendo assim até o final. O Mariners acabou entregando os pontos e, sem prolongar mais a partida, deixou-se vencer pelo time da casa, o Ponta Negra Bulls. Placar final: Mariners 13 x 14.
Foi por pouco. Força e rumo aos próximos amisotosos, Mariners!
Antes de começarmos esse post, segue um vídeo muito interessante da Recife Mariners em 2007! Vale a pena conferir! Temos certeza de que vai agradar a todos. Nesse vídeo, um pouco da historinha da equipe com imagens e alguns jogos que os meninos já participaram. Força, Recife Mariners!
---> Jogo contra a equipe do Maceió Crabs:
Em entrevista realizada no dia 23 de maio de 2009, sábado, o nosso blog entrevistou a equipe de futebol americano Recife Mariners, a única que representa o estado de Pernambuco. Conversamos aproximadamente uma hora com o presidente do grupo, Júlio Adeodato. Segundo ele, atualmente, a categoria Seniors da Recife Mariners é composta por 45 integrantes maiores de 18 anos. A categoria Juniors, com jogadores abaixo de 18 anos, é composta por aproximadamente 55 adolescentes.
Júlio Adeodato também ressaltou que o time Seniors existe há dois anos e meio no Recife e a idéia para a criação do mesmo partiu de pessoas interessadas no esporte que começaram a se articular por Orkut. De conversas virtuais às ao vivo, surgiu a Recife Mariners. Os treinos são sempre aos sábados, às 18h e a equipe já participou de 11 amistosos, perdendo apenas dois. A segunda derrota ocorreu ontem, sábado, 30 de maio de 2009, quando o time pernambucano perdeu para o Ponta Negra Bulls por 14 x 13 em amistoso realizado na cidade de Natal, na Praia do Meio.
De acordo com o presidente da equipe pernambucana de futebol americano, Júlio Adeodato, João Pessoa é o local de maior divulgação da modalidade no Nordeste. Os times têm patrocínio mais fácil e, além de equipes masculinas, há também as femininas. Em terras paraibanas, os treinos também se dão nas areias, principalmente no “Busto”, que fica próximo à praia de Tambaú. Mesmo com o maior engajamento, Júlio garante que os paraibanos não têm vez com a Recife Mariners que se mostrou superior nas partidas até o momento.
No Recife, não há equipes femininas de futebol americano. E a grande dificuldade quanto ao patrocínio dos jogos dificulta a visibilidade do esporte no Nordeste do Brasil. “O futebol americano é ainda muito amador no Nordeste, infelizmente. Não pela falta de competência de nossos jogadores, mas porque não temos ajuda do governo nem de patrocinadores. Só participamos de amistosos até agora, nenhum campeonato, mas continuamos a jogar e a financiar tudo que fazemos, desde as partidas, aos uniformes. E fazemos isso pelo simples fato do amor ao esporte”, revela.
O presidente ainda enfatizou que os jogadores de futebol americano das areias do bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, seguem as mesmas regras oficiais da modalidade praticada nos Estados Unidos. Ou seja, não há diferenças na marcação de pontos, o “touchdown” continua com a mesma linguagem, a quantidade de jogadores, e os objetivos do jogo são os mesmos dos grandes campeonatos americanos. As diferenças estão no âmbito dos recursos financeiros e tecnológicos.
A Recife Mariners para existir, como já foi mencionado, conta com o capital dos próprios jogadores. As camisas são produzidas com a ajuda dos amigos e do grupo em si. Quando jogam contra outros times do Nordeste, o local escolhido são sempre as areias. Portanto, o uniforme acaba sendo uma adaptação ao clima tropical. Usam-se shorts, camisetas e gengiveiras. Nem sempre os capacetes são utilizados, até porque são caros. A Recife Mariners já participou de amistosos contra equipes de Maceió, Natal, João Pessoa e Fortaleza.
Em relação às organizações oficiais que unem e regulamentam a prática do esporte amador no Brasil e no Nordeste, Júlio Adeodato destacou algumas: a ANEFA (Associação Nordestina de Futebol Americano), a AFAB (Associação de Futebol Americano do Brasil) e a LPCA (Liga Paulista de Futebol Americano). Ele foi enfático ao afirmar que essas organizações não se pronunciam em amistosos, apenas em campeonatos. O presidente da Recife Mariners deixa claro que o futebol americano no Sul do Brasil é muito mais desenvolvido, mas que as dificuldades aqui no Nordeste servem como um desafio na busca pela melhoria das condições da prática do esporte.
No próximo post, deixaremos para vocês um aúdio da entrevista que fizemos em 23 de maio de 2009 (sábado) com o presidente da Recife Mariners além de algumas fotos tiradas no mesmo dia.
No Recife, boa parte das pessoas desconhece a popularidade que o futebol americano vem adquirindo. Amantes e curiosos desse esporte quase que invisível nacionalmente, mas que porém adquire novos seguidores a cada transmissão das Tv's por assinatura, podem nem saber que essa modalidade, representada no Estado pelo Recife Mariners, é praticada há cerca de 11 anos nas praias de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
Tudo começou, em 1998, quando praticantes de Jiu-Jitsu, Vale-tudo e Futevôlei começaram a treinar o futebol americano em um espaço bem distinto: o das areias. O esporte ganhou força na praia da Zona Sul do Recife principalmente com a realização do I Troféu Voador de Futebol Americano de praia que reuniu um grande número de participantes e equipes inscritas representando academias do Recife e Blocos do extinto Recifolia.
As regras estabelecidas para prática dessa nova modalidade aqui na capital pernambucana são adaptações do futebol americano tradicional para o clima brasileiro. Pode-se jogar de shorts e camisetas ;o tempo de duração de cada partida é de 20 minutos (10 minutos cada tempo) com intervalo de 5 minutos entre as duas etapas. Não é permitida a utilização de golpes de artes-marciais no jogo. Hoje, no Recife, há apenas uma equipe de futebol americano em atividade na praia de Boa Viagem: a Recife Mariners.
Nos Estados Unidos, o futebol americano é um esporte conhecido e praticado por todos. É uma espécie de febre. Nas escolas, nas universidades ou nas ruas. O futebol americano na terra do Tio Sam está para o nosso futebol de campo em terras tropicais. Existe para nós, brasileiros, acostumados a 11 homens em campo que disputam a posse de bola por 90 minutos, uma certa estranheza e desconhecimento desse universo tão comum para os norte americanos. As diferenças entre os dois esportes são bem notórias.
Ao invés de 11 jogadores, são 10. O objetivo não é o de marcar gols e sim conquistar território. Por exemplo, derrubar o adversário no chão não significa falta. A bola não é redonda. Ela é oval. As roupas dos jogadores são adequadas para amortecer os golpes, já que é comum se chocar contra o adversário para conseguir a posse da bola oval. Daí em diante, é atingir uma linha no final do campo para marcar pontos. O capacete é obrigatório, além de um protetor de gengivas.
PARA SABER: O futebol americano consiste, resumidamente, em uma disputa por territórios. Cada equipe, em seu turno de ataque, tem um total de quatro tentativas para avançar dez jardas, até chegar à área de touchdown, onde marca o “gol” do esporte, que vale seis pontos. Caso não consiga em três tentativas, na quarta a equipe tem a opção de devolver a bola ao adversário por meio de um chute, o “punt”, ou tentar pontuar através de um chute, ou “field goal”, que vale três pontos. Também é permitido arriscar mais uma vez. Porém, se falhar, o time será atacado a partir do lugar de onde fez a última tentativa.
Na próxima postagem, falaremos mais a respeito da equipe recifense Recife Mariners.
Os meninos da Recife Mariners colocando as barras - treino em 23/05/09
As barras delimitam o local da marcação de pontos
Mascote da Recife Mariners
O Popeye
Recife Mariners
Equipe Juniores
Puxa-puxa de camisa
Em uma das partidas
Recife Mariners
Uniforme
Recife Mariners
Equipe Seniors
Estamos no ar!
Recife, quinta-feira , 07 de maio de 2009.
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Por meio deste blog, mostraremos aos nossos leitores a história e a prática do Futebol Americano no Recife, que é representado atualmente pela equipe Recife Marines (www.recifemariners.com). Publicaremos notícias e fotos do time pernambucano além de vídeos e aúdio. Também vamos disponibilizar conteúdo extra sobre uma novidade em Pernambuco: o esporte tailandês "Sepaktakraw".
O próximo post fala do surgimento do futebol americano e de suas regras. É importante ressaltar que esse esporte vem ganhando força e expressão em todo o Brasil.